O fascínio humano pelo metafísico.
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| "A Criação de Adão", Michelangelo Buonarotti, 1511. |
A humanidade desde o começo de sua existência busca razões para a vida em seres além de sua própria compreensão como uma forma para explicar o inexplicável. Acredito que tanto fascínio e devoção por nossos deuses é devido a um desejo profundo e inconsciente de servir, além de, também, um medo extremamente consciente do nada e da falta de motivos.
Sempre fui um grande admirador dos estudos pautados em religiões: divindades, sociedades monoteístas ou politeístas, mitologias, etc. Mas nunca fui um crente, e esse fator entrega o humano sobre uma perspectiva diferente sobre as crenças, obviamente... não que isso seja algum tipo de vantagem intelectual para alguém, eu acredito realmente nas inúmeras "luzes" que as religiões trouxeram ao desenvolvimento da racionalidade no mundo, assim como também seus dogmas em incontáveis oportunidades ajudaram a compartilhar desinformação e crueldade, uma faca de dois gumes.
Mas, sempre me vem algo a cabeça: porquê o ser humano no decorrer de toda sua evolução prende-se a necessidade de crença em seres divinos que poderão proporciona-lhes vidas melhores? A única possível resposta que encontro a esse questionamento é o fato de que, o ser humano, tem consigo uma vontade sem fim de buscar motivadores às suas barbáries e irracionalidades, buscamos sempre algo ao que nos prender para praticar ou não algo, um código a ser seguido. "Se não morrer em batalha você não vai para Valhala!", disse um nódico a outro no século VII d.c. .
Fato é que nossas crenças são baseadas no medo da incerteza do post mortem e porquê precisamos, essencialmente, de algo ao que nos prender em nossas vidas mundanas cheia de questionamentos, mas, então... porquê mais questionamentos?

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